Contra ventos e marés, o Porto ganhou o título. Retire-se à expressão meteorológica a força dos adversários, que são a razão de ser do campeonato, mas incluam-se as polémicas, as querelas, os comentadores, e os ressabiados - poucos - que acenderam velas no Senhor da Pedra para que tudo corresse mal. A aposta em Farioli revelou-se acertada, apesar do fantasma que o perseguia desde o Ajax. No fim de contas, tudo se resumiu a uma manifestação de pensamento desejoso (ou wishful thinking, que soa melhor) do comentariado afecto aos rivais pedindo à História que se repetisse nas últimas jornadas, com dramatismo, mas ela ignorou os pedidos olimpicamente. Farioli vem dum país que não prima pela filigrana exibicional, antes pelo design trabalhista que rendeu quatro mundiais e doze Ligas dos Campeões de clubes. Os italianos que ganharam a Bola De Ouro não têm a fragrância de Cruyff, Messi, Ronaldo, apenas o funcionalismo de Rossi, Baggio, Cannavaro. O paradigma deste futebol é o Mundial de 1982, ...